Colonizado
Estamos de volta após um pequeno hiato de dez anos. Esse período coincide com uma mudança de país e com a colonização do meu cerébro pela língua inglesa. O inglês se alojou de uma forma em minha cabeça tomando os meus pensamentos e a minha capacidade de escrever. Ando esquecendo até palavras. Esses dias precisei perguntar a um amigo como se falava "for profit" em português. Agora, imagine escrever poesia como antigamente?
Estar de volta talvez não signifique uma volta às raízes, à estética, ou às idéias e devaneios passados. Nada disso. Eu mudei, meu mundo mudou. A razão para voltar é muito mais singela, da saudade, uma vontade de restaurar o espaço tomado. De escrever de novo sobre abraços, afagos, ânsias e memórias. De me expressar novamente em tão rica forma de expressão.
Um escape, uma válvula, é preciso respirar.
ps: eu tinha esquecido o quanto se usa acento em português. O do teclado do meu computador obviamente tem um layout mais apropriado para o inglês.