Nothing (for a while)

A idéia é não ter sentido, se um dia passar a ter sentido, o blog perderá o seu sentido. Logo a falta de sentido nunca deixará de estar presente.

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Chapéus, fogões e tampas…

Porque tal genialidade ainda vai ser reconhecida….

Dizia Caeiro:” O único sentido íntimo das cousas. É elas não terem sentido íntimo nenhum”. Mas elas tem um único sentido único. O sentido de ser, estar e viver é senão nada além de um ser infeliz. E nessa infelicidade não há um sentido íntimo mas um nada ser, um pouco ser. Ostentas a felicidade do momento, e só em um momento em que a felicidade vai dar lugar a outro.

Querer, poder, pensar.
Querer: o passo primeiro de todo o fim. Vai ser e um bem não tem.
Poder: Segundo que poder por vezes se quer e sonhar…passar, é deixar passar pois poder é de longe o sonho do infeliz.
Pensar: Resta o último querer de todo esse viver, não quero, não penso, não sonho, não vejo…se penso infeliz.

Ora o único sentido de todo esse é não ser. E quando somos por pouco temos a sensação de sermos, o poder pois temos e pensamos e todo o querer. São deixados de lado e passamos ao pensar…pensar…pensar…

O melhor é deixar. Hora somos a tampa, hora o mero instrumento de todo esse jogo sem sentido em que o único sentido intimo senão é ser infeliz. As horas vão lentas, os momentos vão rápidos…e nada, nada, nada. Só pensaria em parar. E deixar todo esse mar de marasmo e infelicidade…mas como?

Tem não…o único sentido íntimo de todas as cousas é senão ser infeliz e infeliz por tempos e tempos e usufruir momentos da mais patética e parca realidade.